Domínio Próprio

O termo domínio próprio (do grego “enkratéia”), significa moderação nos apetites e paixões, autocontrole na conduta. I Coríntios. 9:25 diz: “Todo aquele que luta, em tudo se domina. Eles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”.
Ser moderado é ser cuidadoso em cada área da vida, ter cuidado como o que vê, tem, ouve e fala. Deus tem um tão grande propósito em que sejamos moderados, que o Seu Santo Espírito em nós, atua de maneira a nos conduzir em profundo amor a esse clima de vida.

A Bíblia nos afirma, comprovando este pensamento, que Deus não nos deu espírito de medo, mas Espírito de poder, amor e moderação – domínio próprio (II Tm 1:7).

Pessoas há que são excessivamente obesas, deselegantes, porque não conseguem dominar a gula. “Se você é guloso, meta uma faca na garganta”. (Pv. 23:2). Outras há que se prostituem, porque não “conseguem” se controlar nos seus desígnios bestiais e paixões exacerbadas. Outras que vivem embaraçadas nos seus créditos porque extrapolam o orçamento doméstico, movidas por excessivos gastos com futilidades, não conseguindo controlar o seu elevado nível de consumismo e prodigalidade.

Outras desencaminham os seus filhos por se excederem no dar; imoderadamente, dão-lhes tudo quanto pedem, sem perceberem que essa prodigalidade malsã, nada tem de liberal, senão de descontrole e despreparo na conduta de uma vida que necessita muito mais de limites, de orientação, de norte, de direção, para um crescimento adequado, para um equilíbrio maduro, do que de um falso liberalismo insosso e irresponsável.
Os romanos dizem que “in medium virtus” (a virtude está no meio); isto significa dizer que todos os excessos são perigosos e prejudiciais.

Kung Fu Tsé, mandarim chinês, conhecido pela sua notável sabedoria, e, entre nós chamado Confúcio, foi procurado pelo seu Imperador, em busca de um sábio conselho. Perguntou-lhe o monarca: “Confúcio, como devo governar? Com acentuada benevolência ou com extremo rigor?” Ornava as escadarias do trono doze vasos de fina porcelana chinesa, raridade que acompanhava a dinastia Ming, desde os seus primórdios. Tomou, Confúcio, três desses vasos e, em um deles, derramou grande quantidade de água assaz gelada, e o vaso partiu-se. Derramou o sábio, noutro vaso, água excessivamente quente e a porcelana não resistiu à ebulição e quebrou-se. Então, Confúcio misturou a água bastante gelada com a água em ebulição num balde, deitou-a noutro vaso e este continuou íntegro.

A moderação é a arte de deitar água fria na fervura, pois “a palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”.(Pv. 15:1).


Bp° Átila Brandão
IBCA.org

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